Chamado
também de “Doutrina da
essência”, o confucionismo
não podia deixar de evoluir.
E foi o próprio neto do seu
criador – Tzu Ssu (483 –
402 a.C) – que conjugou os princípios
do Jen com o “valor básico
da existência: a harmonia”.
Só dentro da harmonia é
que pode existir a renovação
positiva do homem. |
Templo de Confúcio |
Mas, acreditando na bondade
inata do homem, a doutrina parecia desconhecer
a existência dos elementos negativos
e nocivos da vida. Esta parte foi complementada
no século II a.C. com a introdução
da filosofia Yin Yang. A vida humana, dizia
o filosofo Tung Chungshu, desenrola-se,
decerto, dentro da harmonia e almejando
o Jen, mas sempre dentro da grande luta
cósmica entre a força negativa
yin e a força positiva yang.
É bom seguir yang e aproximar-se
do Jen, mas nenhum pecado existe ao seguir
o yin, pois ambos fazem parte do universo.
É, a partir desta colocação
do problema, o confucionismo foi proclamado
doutrina oficial.
Isso ocorreu em 136 a.C. Foram criadas universidades
para formar sábios que seriam a base
da sociedade. A doutrina foi introduzida
nas escolas , a fim de que todos pudessem
aperfeiçoar-se e atingir o Jen. Mas,
evoluindo,incorporou mais um principio –
li, a razão – e já no
século XVI, após p contato
com os europeus, mais um – chi, força;
assim passou a justificar todos os atos
do homem, mesmo aqueles em que era negado
o Jen.
A evolução
foi barrada e fixada num conceito que diz:
“O céu é meu pai, terra
é minha mãe, todos os homens
são meus irmãos, todas as
coisas são minhas companheiras”.
E só se chega à perfeição
quando se consegue unir em si o céu
e a terra, os homens e as coisas, e viver
a vida em sua plenitude , respeitado a plenitude
dos outros, compreendendo que tudo no mundo
é ligado com tudo e que tudo o que
existe vem a ser a mesma coisa.
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