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Mao tsé-tung nasceu
em 26 de dezembro de 1883 na província
de Hunan, no sul da China. Seu pai era um
agricultor rico e severo que o forçava
a trabalhar na terra, atrapalhando seus
estudos. Em 1911 alistou-se no Exército
Republicano para lutar na Revolução
Burguesa, que destronou o último
imperador, Pinyin Pu-Yi. Essa revolução
foi liderada por Sunt Yat-Sen, do Partido
Nacional Republicano (Kuomintang).
Anos depois ele também participou
de protestos contra o Tratado de Versalhes,
que tinha garantido interesses do Japão
no território da China. Nessa época
Mao teve seus primeiros contatos com a teoria
marxista. Em 1º de julho de 1921 foi
fundado o Partido Comunista Chinês.
Mao, uma das 50 pessoas que estava na cerimônia,
previu o futuro da organização:
"Uma pequena centelha que incendiará
o país". |
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A
China estava praticamente dividida: o Sul,
governado por Sunt-Yat-Sin, e o Norte, por
um grupo de latifundiários e militares
apoiados pelas potências ocidentais.
Seguindo orientação de Moscou,
o PCC se aliou aos nacionalistas. Com a
morte de Sunt Yat-Sen, em 1925, Chiang Kai-Shek
tornou-se líder do Kuomintang e passou
a perseguir os comunistas.
Em 1929 Mao e seus seguidores se refugiaram
em Kiangsim. Cinco anos depois as tropas
de Chiang isolaram os comunistas. Mao conseguiu
furar o bloqueio e se dirigiu para o Norte
no que passou à História como
a Grande Marcha. Comandando 100 mil homens
(30 mil soldados, 20 mil dos quais feridos,
e 70 mil camponeses) percorreu 9.650 km
em condições duríssimas,
de 16 de outubro de 1934 a 20 de outubro
de 1935. Quando se estabeleceu na região
de Shensi, no extremo norte do país,
a grande maioria dos integrantes da fuga,
incluindo o irmão de Mao, Tsé-Tan,
tinha morrido. Mas a Grande Marcha o consagraria
como principal líder da revolução
chinesa. Em 1932, os japoneses estabeleceram
na Mandchúria, uma das regiões
mais ricas da China, um Estado associado
ao Japão, governado pelo imperador
deposto, Pu-Yi, e em 1937 invadiram outras
províncias chinesas. Com a guerra
sino-japonesa, Chiang se aliou ao Exército
Vermelho de Mao, que começou a receber
ajuda das potências ocidentais para
combater os japoneses. Porém, terminada
a guerra, em 1945, comunistas e nacionalistas
voltaram a se enfrentar. Mesmo com o apoio
dos Estados Unidos ao Kuomintang e sem a
ajuda da União Soviética,
as tropas de Mao dominaram a China, forçando
os nacionalistas a se refugiar em Formosa
(Taiwan).
A China dividiu-se entre duas lideranças
distintas - a República Popular comandada
por Mao e a República Nacionalista
de Chiang Kai-Shek. "Nunca mais nosso
povo será humilhado e ofendido. Que
os reacionários tremam diante de
nós, estamos de pé. O vento
que sopra do Oriente é vermelho",
afirmou Mao ao assumir o governo da China
em 1º de outubro de 1949. A missão
gigantesca de Mao, modernizar um país
quase que totalmente de agricultores, encontrou
muitos desafios e provocou insatisfação
popular e nas Forças Armadas. Chefiando
um grupo guerrilheiro, MaoTsé-Tung
combateu imperialistas, burgueses, japoneses
e nacionalistas até se tornar o Grande
Timoneiro da China em 1949. Ele explicava
sua estratégia: "A revolução
chinesa será feita com longas e complicadas
guerrilhas de gente do campo estabelecendo
posteriormente áreas liberadas que
se tornarão cada vez mais extensas".
E assim o país se tornou comunista.
Em 1959 ele foi forçado a abandonar
o país e admitiu: "Não
entendo nada de planejamento industrial".
Mas, como presidente do Comitê Central,
do PCC, Mao manteve sua influência
na China. Em 1966 ele liderou a Revolução
Cultural, quando milhares de jovens, os
guardas vermelhos, prendiam os inimigos
do Grande Timoneiro. Depois de três
anos de conflitos, com o apoio do Exército,
Mao conseguiu restabelecer a ordem no país.
No início da década de 70
ele realizou seus dois grandes últimos
atos na política externa. Em 1971
conseguiu que sua República Popular
fosse admitida pela Organização
das Nações Unidas (ONU) como
a única representante dos chineses,
em lugar de Formosa. No ano seguinte recebeu
em Pequim o presidente dos Estados Unidos,
Richard Nixon. Em 9 de setembro de 1976,
Mao Tsé-Tung morreu, aos 82 anos.
Grandes Frases
de Mao Tsé-Tung
“Na guerra, as armas
são um fator importante, mas não
decisivo; as pessoas, não as coisas,
é que são decisivas.”
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