A armação
teórica da medicação
chinesa foi estabelecida há mais
de dois milênios atrás. Uma
grande porção de conhecimento
médico antigo é preservada
na Dinastia Ch'in (221-207 a.C.), um registro
compreensivo de teorias médicas chinesas
até aquele tempo. A Dinastia Han
(206 a.C. - 220 d.C.) produziu um valioso
e prático guia, até mesmo
para o presente, para o tratamento de enfermidades,
o Tratado de Doenças Causadas por
Fatores Frios (Slang Han Lun) por Xangô
Chung-ching.
Um dos trabalhos médicos
chineses mais conhecidos é a “Matéria
Médica” (Pen Ts'ao Kang Mu),
copiado na Dinastia Ming (1368-1644 d.C.)
por Li Shih-chen. Este trabalho enciclopédico
anunciou uma nova era na história
mundial da farmacologia, inclui descrições
de 1.892 tipos diferentes de medicamentos.
Estes trabalhos foram todos traduzidos em
vários idiomas e exerceram uma profunda
influência no leste asiático
e nos países europeus.
O chinês tem um sistema
único de categorizar enfermidades
que são extensamente divergentes
de sua contraparte ocidental. A filosofia
por trás da medicação
chinesa é que o homem vive entre
o céu e a terra, e inclui um universo
em miniatura nele. O material de qual são
feitas às coisas vivas é considerado
pertencente ao "yin", ou fêmea,
passivo, aspecto que retrocede da natureza.
A vida funcional das coisas vivas, por outro
lado, é considerada pertencente ao
"yang", ou masculino, ativo, aspecto
avançando. As funções
dos seres vivos são descritas em
termos dos cinco centros do corpo:
1 - Coração
ou mente (hsin), refere-se ao "centro"
de comando do corpo que se manifesta como
consciência e inteligência;
2 - Pulmões ou sistema
respiratório (fei), este sistema
regula várias funções
intrínsecas do corpo, e mantém
o equilíbrio cibernético;
3 - Fígado (kan),
este termo inclui os membros e tronco, o
mecanismo de resposta emocional para o ambiente
externo e a ação de órgãos;
4 - Baço (p'i),
este órgão regula a distribuição
de nutrição ao longo do corpo,
e o metabolismo, trazendo força e
vigor para o corpo físico;
5 - Rins (shen), referem-se
ao sistema para regular o armazenamento
de nutrição e o uso de energia,
a força da vida humana depende deste
sistema.
Esta teoria é usada
para descrever o sistema de funções
do corpo, e como um todo é chamado
de "fenômeno latente" (ts'ang
hsiang).
A passagem das estações
e mudanças no tempo pode influenciar
no corpo humano.
Esses que tem o mais pronunciado
efeito são, o vento (feng), o frio
(han), o calor (shu), a umidade (shih),
a seca (tsao) e o calor interno ("fogo"
huo). Mudanças excessivas ou extraordinárias
no tempo danificam o corpo e são
identificadas como "seis fatores externos
causadores de doenças" (liu
yin). Por outro lado, se o humor do indivíduo
muda, como alegria (hsi), raiva (nu), preocupação
(yu), pensar (pei), medo (k'ung), e surpresa
(ching) ao extremo, eles também prejudicarão
a saúde. Estas emoções
são chamadas "as sete emoções"
(ch'I ch'ing). Na Medicina Chinesa, os seis
fatores externos causadores de doenças,
interagindo com as sete emoções,
formam a fundação teórica
da patologia da doença.
Estes modelos teóricos,
juntados com a "teoria do fenômeno
latente", são usados para analisar
a constituição do paciente
e sua enfermidade, e para diagnosticar a
natureza exata de sua perda global de equilíbrio
psicológico e físico. Baseado
nesta análise, o doutor pode prescrever
um método para corrigir o desequilíbrio.
O objeto da medicina Chinesa é a
pessoa, não somente a enfermidade.
No pensamento médico chinês,
a enfermidade é só uma manifestação
de um desequilíbrio que existe na
pessoa.
De acordo com a lenda chinesa,
Shen Nung, o pai chinês da agricultura
e líder de um antigo clã,
testou em si mesmo, uma por uma, centenas
de plantas diferentes para descobrir suas
propriedades nutricionais e medicinais.
Muitas destas revelaram-se venenosas aos
humanos. Por milênios, os chineses
se fizeram de cobaias para continuar testando
plantas por suas propriedades de induzir
frio (han), calor (jeh), quentura (wen),
e frieza (liang). Eles classificaram os
efeitos medicinais das plantas em várias
partes do corpo, então as testaram
para determinar sua toxicidade, quais dosagens
seriam letais e assim sucessivamente.
Por exemplo, o talo da
Efedra chinesa é um sudorífero,
mas suas raízes, por outro lado,
permitem a transpiração. A
folha de Cassia é quente na natureza
e é útil no tratamento de
resfriados. A Hortelã é refrescante
na natureza e é usado para aliviar
os sintomas de enfermidades resultantes
de fatores de calor. Este acúmulo
de experiência fortaleceu o entendimento
chinês de fenômenos naturais
e aumentou a aplicação de
princípios naturais na Medicina Chinesa.
Os mesmos princípios descritos também
se aplicam para avaliar o ambiente no qual
o paciente vive, sua vida, seu ritmo de
vida, as comidas que ele prefere ou evita,
suas relações pessoais, seu
idioma e gestos, como uma ferramenta para
melhor compreensão de sua enfermidade,
e sugestionando melhorias em várias
áreas. Uma vez os excessos ou desequilíbrios
definidos, eles podem ser ajustados, e o
balanço e a saúde física
e mental restabelecidos. Esta conquista
de equilíbrio no fluxo de energia
do corpo é o último princípio
guia de tratamento em Medicina Chinesa.
Na República da
China em Taiwan, o governo investiu grandes
esforços em promover a modernização
da Medicina Chinesa. Como resultado, há
atualmente pessoas treinadas tanto em artes
médicas tradicionais chinesas como
na moderna Ocidental, que fez contribuições
recomendáveis para o tratamento de
hepatite, pressão alta, câncer
e outras doenças que são de
difícil tratamento. Na área
da farmacologia, pesquisadores avaliaram
efetividade, analisaram, testaram e formularam
dosagens concentradas de produtos farmacêuticos
chineses para venda comercial. As prescrições
para estas drogas são mais fáceis
de preencher e é muito mais conveniente
para o paciente que o velho método
fervente. Na área da ciência
básica, a pesquisa moderna está
sendo conduzida no campo de diagnose da
pulsação. Os três dedos
usados no passado para determinar enfermidade
pelo sentimento da pulsação
estão sendo substituídos por
reatores de pressão. O reator de
pressão converte variações
na pressão de pulsação
em ondas eletromagnéticas e as registra
em uma tela. Estes dados são analisados
então por um computador. Muitas novas
descobertas importantes foram feitas por
combinações sem igual de ciência
tradicional e moderna na República
da China, o casamento da precisão
científica moderna com a arte da
tradicional medicina chinesa está
no umbral de abertura para um novo mundo
inteiro de diagnose médica e tratamento.
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