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Semana da Cultura e do Desenvolvimento das Mulheres da China e do Brasil

10 de junho de 2005


Federação das Mulheres Chinesas


A Federação das Mulheres da China – ACWF foi fundada em 1949, é uma organização de todas as nacionalidades e em todos setores da sociedade. A ACWF é membro do Comitê Nacional do Trabalho e tem estatuto consultivo no ECOSOC – Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. A ACWF coordena 16 organizações membros tais como a Universidade da Mulher, a Fundação do Adolescente e da Criança, a Fundação de Desenvolvimento para a Mulher, o Instituto de Estudos da Mulher, o Serviço de Turismo, a revista mensal “Mulheres Chinesas”, o Centro de Cooperação e Intercâmbio, entre outras, totalizando 50.000 mulheres trabalhando no âmbito da ACFW. As 50.000 trabalhadoras da Federação Nacional de Mulheres da China são, sem dúvida, formadoras de opinião junto à toda população feminina.

A China promoveu, nas últimas décadas, batalhas sem tréguas para resolver problemas sociais seculares que afetavam as mulheres. O analfabetismo foi enfrentado com radicalidade. Nove entre cada dez mulheres chinesas eram analfabetas. No ano de 2000 só 8,6% da população feminina era analfabeta e em 2001 foram decretados 9 anos de escolaridade obrigatória. Para a erradicação da pobreza, programas e políticas foram implantados prioritariamente nas regiões com poucos recursos hídricos, montanhosas e de deserto. No final do ano 2000, a China tinha basicamente terminado seu plano de erradicação da pobreza iniciado em 1987, atendendo a mais de 90 milhões de pessoas indigentes. Entre elas, por volta de 50%, eram mulheres rurais.
A rede de saúde de atendimento à maternidade permite hoje que mais de 90 entre 100 mulheres façam pré-natal, 78 façam seu parto em hospital e 87 recebam visita domiciliar pós-parto.

As mulheres têm a cada dia maiores oportunidades de trabalho e emprego. Em 2001, as mulheres trabalhadoras respondiam por 37,9% dos empregados em empresas; 43,4% em instituições; 24,4% em órgãos estatais, partido e departamentos de governo e ONGs; 43,5% no setor de serviços e 57% em setores de saúde pública, cultura física e serviços de bem-estar social. Nos últimos 5 anos, 5 milhões de mulheres desempregadas foram capacitadas e mais de 2 milhões de trabalhadoras encontraram trabalho.
Na área rural, 50 milhões de trabalhadoras beneficiaram-se da implantação de programas de crédito rural e micro-crédito especialmente dirigido às mulheres. Na China atual as mulheres ocupam cargos de chefia, profissões técnicas e científicas e ainda cargos de decisão numa proporção cada vez maior. As mulheres professoras de todos os níveis, primário a superior, são 46,3% do total. Em 2000, 21,81% dos deputados eram mulheres.

A Federação Nacional de Mulheres da China constrói e administra com o apoio do governo chinês, centros educacionais, culturais e de lazer para crianças, jovens e adultos que são reconhecidos internacionalmente.
Em 1987 foi estabelecida a meta de erradicação da pobreza que atingia cerca de 90 milhões de habitantes. A vitória sobre esse flagelo aconteceu em 2000.

O XIX Congresso Nacional de Mulheres da China comemorou o desempenho das mulheres na construção da sociedade socialista. A atual presidente da Federação Nacional de Mulheres da China, Sra. Gu Xiulian, foi responsável anteriormente pelo Ministério da Indústria Química.

Em 1980, a China se tornou membro da Comissão das Nações Unidas para a Mulher e logo após, em 1982, integrantes da Federação Nacional de Mulheres da China, foram eleitas para o Comitê das Nações Unidas na Eliminação de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), contribuindo em várias reuniões no sistema das Nações Unidas, como a Comissão do Estatuto da Mulher e em Direitos Humanos; a Conferência Mundial em Direitos Humanos; a Conferência em Habitat; a UNICEF.

As 40 delegadas da Confederação das Mulheres do Brasil que participaram em 1995, em Pequim, da IV Conferência Mundial da Mulher, promovida pela ONU, puderam testemunhar, já naquela época, os esforços conjuntos do Governo chinês e da Federação Nacional de Mulheres pela integração e construção da igualdade da mulher na China.

Este foi um momento marcante para as relações de amizade entre as duas organizações femininas.


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