A Federação das Mulheres
da China – ACWF foi fundada em 1949,
é uma organização
de todas as nacionalidades e em todos
setores da sociedade. A ACWF é
membro do Comitê Nacional do Trabalho
e tem estatuto consultivo no ECOSOC –
Conselho Econômico e Social das
Nações Unidas. A ACWF coordena
16 organizações membros
tais como a Universidade da Mulher, a
Fundação do Adolescente
e da Criança, a Fundação
de Desenvolvimento para a Mulher, o Instituto
de Estudos da Mulher, o Serviço
de Turismo, a revista mensal “Mulheres
Chinesas”, o Centro de Cooperação
e Intercâmbio, entre outras, totalizando
50.000 mulheres trabalhando no âmbito
da ACFW. As 50.000 trabalhadoras da Federação
Nacional de Mulheres da China são,
sem dúvida, formadoras de opinião
junto à toda população
feminina.
A China promoveu, nas últimas décadas,
batalhas sem tréguas para resolver
problemas sociais seculares que afetavam
as mulheres. O analfabetismo foi enfrentado
com radicalidade. Nove entre cada dez
mulheres chinesas eram analfabetas. No
ano de 2000 só 8,6% da população
feminina era analfabeta e em 2001 foram
decretados 9 anos de escolaridade obrigatória.
Para a erradicação da pobreza,
programas e políticas foram implantados
prioritariamente nas regiões com
poucos recursos hídricos, montanhosas
e de deserto. No final do ano 2000, a
China tinha basicamente terminado seu
plano de erradicação da
pobreza iniciado em 1987, atendendo a
mais de 90 milhões de pessoas indigentes.
Entre elas, por volta de 50%, eram mulheres
rurais.
A rede de saúde de atendimento
à maternidade permite hoje que
mais de 90 entre 100 mulheres façam
pré-natal, 78 façam seu
parto em hospital e 87 recebam visita
domiciliar pós-parto.
As mulheres têm a cada dia maiores
oportunidades de trabalho e emprego. Em
2001, as mulheres trabalhadoras respondiam
por 37,9% dos empregados em empresas;
43,4% em instituições; 24,4%
em órgãos estatais, partido
e departamentos de governo e ONGs; 43,5%
no setor de serviços e 57% em setores
de saúde pública, cultura
física e serviços de bem-estar
social. Nos últimos 5 anos, 5 milhões
de mulheres desempregadas foram capacitadas
e mais de 2 milhões de trabalhadoras
encontraram trabalho.
Na área rural, 50 milhões
de trabalhadoras beneficiaram-se da implantação
de programas de crédito rural e
micro-crédito especialmente dirigido
às mulheres. Na China atual as
mulheres ocupam cargos de chefia, profissões
técnicas e científicas e
ainda cargos de decisão numa proporção
cada vez maior. As mulheres professoras
de todos os níveis, primário
a superior, são 46,3% do total.
Em 2000, 21,81% dos deputados eram mulheres.
A Federação Nacional de
Mulheres da China constrói e administra
com o apoio do governo chinês, centros
educacionais, culturais e de lazer para
crianças, jovens e adultos que
são reconhecidos internacionalmente.
Em 1987 foi estabelecida a meta de erradicação
da pobreza que atingia cerca de 90 milhões
de habitantes. A vitória sobre
esse flagelo aconteceu em 2000.
O XIX Congresso Nacional de Mulheres da
China comemorou o desempenho das mulheres
na construção da sociedade
socialista. A atual presidente da Federação
Nacional de Mulheres da China, Sra. Gu
Xiulian, foi responsável anteriormente
pelo Ministério da Indústria
Química.
Em 1980, a China se tornou membro da Comissão
das Nações Unidas para a
Mulher e logo após, em 1982, integrantes
da Federação Nacional de
Mulheres da China, foram eleitas para
o Comitê das Nações
Unidas na Eliminação de
Discriminação contra as
Mulheres (CEDAW), contribuindo em várias
reuniões no sistema das Nações
Unidas, como a Comissão do Estatuto
da Mulher e em Direitos Humanos; a Conferência
Mundial em Direitos Humanos; a Conferência
em Habitat; a UNICEF.
As 40 delegadas da Confederação
das Mulheres do Brasil que participaram
em 1995, em Pequim, da IV Conferência
Mundial da Mulher, promovida pela ONU,
puderam testemunhar, já naquela
época, os esforços conjuntos
do Governo chinês e da Federação
Nacional de Mulheres pela integração
e construção da igualdade
da mulher na China.
Este foi um momento marcante para as relações
de amizade entre as duas organizações
femininas.
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