|
|
Poesia
Servindo-se basicamente da associação
de idéias e das sugestões daí
resultantes, o idioma chinês possui um “mecanismo”
poético. A própria língua
falada – cujas palavras geralmente possuem
uma só sílaba – baseia-se
no principio da combinação dessas
sílabas para formar palavras compostas,
que associam idéias, como acontece com
os ideogramas da língua escrita.
A poesia, primeira manifestação
literária em língua chinesa, já
existia quando ainda não havia língua
escrita: os poetas juntavam palavras, preocupando-se
com o som resultante e com as sugestões
criadas pela combinação de idéias.
Esses poemas eram transmitidos oralmente, de geração
em geração, até que se inventou
a escrita e então foram registrados em
papel ou seda.
 |
Os mais
antigos documentos literários chineses
datam do segundo milênio antes de
Cristo e são uma coletânea
de poemas populares transmitidos pela tradição.
Os livros mais importantes compostos nos
muitos séculos anteriores à
era cristã foram reunidos em treze
volumes, chamados Treze Clássicos.
Nessas obras, que agrupam composições
de vários autores, encontram-se poemas
que tratam de fatos históricos, filosofia,
adivinhação, tradições
religiosas, ritos e cerimônias fúnebres,
alem de temas como guerra, amor, dança,
felicidade, miséria do povo, vícios
e virtudes dos imperadores.
Dentre os autores e compiladores dos Treze
Clássicos destacam-se os filósofos
Confúcio e Lao-tsé, ambos,
do século V a.C. |
Confúcio escreveu poemas
líricos e comentou a política de
sua época. Desprezando as questões
religiosas, preocupou-se basicamente com a analise
dos fatos concretos da vida, da fragilidade dos
homens e do passar do tempo, que os submete à
velhice e à morte.
Lao-tsé ocupando-se de
temas religiosos, foi ele o fundador da religião
toísta, baseada na idéia de que
a origem do mundo seria o Tao, coisa inexplicável
que criou os deuses, o mundo e o homem.
Desde sua origem, a literatura
e outras atividades eram produzidas, na China,
pelas classes senhoriais. Os artistas e sábios
eram nobres que viviam sob a proteção
dos nobres ou imperadores. O povo não conhecia
a língua escrita, cujo o aprendizado levava
anos: o intelectual precisava gravar na memória
dezenas de milhares ideogramas e aprender traçá-los
corretamente, segundo normas precisas. Muitos
homens passavam anos aperfeiçoando a escrita
ideográfica e se tornavam professores de
caligrafia, ensinando como deveriam ser pintados
os sinais. Nos textos, era muito importante o
desenho perfeito e a beleza dos traços.
Outras Matérias Sobre Literatura:
- Poesia:
o começo da literatura
VOLTAR |