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Pesquisas Arqueológicas

 

As descobertas arqueológicas, iniciadas em datas relativamente recentes, têm contribuído para ampliar as fontes do conhecimento da civilização chinesa. Como sucedeu em outras regiões, as conquistas da arqueologia estão ligadas a acontecimentos que possuem o sabor de romance de aventuras. Os chineses sempre olharam com desconfiança a curiosidade dos arqueólogos que ameaçavam profanar os túmulos antigos, cercados de uma veneração supersticiosa e temerosa. A reação popular unia-se, às vezes, a reação de pessoas de influência que viam na atividade dos arqueólogos um insulto aos antepassados. Compreende-se, assim, um fato curioso: não raro, os ladrões de sepultura desempenharam um papel de relevo para a arqueologia, colocando no mercado de antiguidades objetos preciosos, que serviam de pista para futuras expedições arqueológicas. Claro está que, sem o necessário preparo, os salteadores, buscando somente o lucro, prejudicavam, às vezes irremediavelmente, a pesquisa científica.

Citemos, algumas das mais célebres descobertas arqueológicas efetuadas na China.

No fim do século passado, camponeses do vilarejo de Ngang-Yang, situado a mais de cem quilômetros ao norte do rio Amarelo, na província de Ho-nam, fizeram uma surpreendente descoberta: Fragmentos de ossos, considerados, desde logo, como ossos de dragão (fósseis) e vendidos imediatamente a farmacêuticos para que com os mesmos fabricassem medicamentos. Felizmente, alguns desses fragmentos caíram em mãos de antiquários que reconheceram logo sinais da antiga escrita chinesa gravada nos mesmos. A decifração revelou que os ditos sinais reproduziam oráculos dados em respostas a consultas de soberanos da dinastia dos Chang que teriam reinado no II milênio a.C. Investigações posteriores, realizadas entre 1929 e 1935, revelaram a existência, no local da antiga capital dos Chang, admiráveis estátuas de mármore, vasos de bronze de grande perfeição, túmulos monumentais, centenas de esqueletos, vestígios dos principais edifícios da capital, armas, utensílios, e, sobretudo, ossos contendo preciosas informações sobre a vida cotidiana dos cidadãos e sobre os grandes acontecimentos políticos. Eis, em poucas palavras, o balanço de uma das mais sensacionais descobertas arqueológicas deste século. O encontro dos milhares de ossos com inscrições foi para o mundo cientifico uma grande aventura e, de certo, modo, uma conquista tão importante como a decifração dos hieróglifos do Egito.

As dezenas de túmulos da dinastia dos Tchéu (1207 – 256 a.C.), descobertos em Siun-hien, lançaram novas luzes no passado da China: máscaras de bronze, armaduras, armas, vasos, rituais, carros aos quais devem ter sido atrelados cavalos cujos esqueletos foram encontrados, cães com sinetas penduradas ao pescoço, dão-nos uma idéia da pompa funerária dos Tchéu. A posição em que foram encontrados os esqueletos de animais sugere à imaginação uma cena de aflição no momento em que os mesmos eram soterrados.

Para concluir, citemos ainda as sepulturas dos Han (202 a.C. – 220 d.C.) encontradas em grande número em Lo-Yang. Nas paredes desses túmulos vemos a representação de interessantes cenas que mostram desde cortejos de mostrengos até caçadas nas florestas e episódios da vida familiar.



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