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  A Corte em Miniatura do Imperador Jing


    Na primavera de 1990, no local em que uma estrada moderna contorna a colina funerária do imperador Jing, da dinastia Han, próximo a sua capital, Chang’na, os arqueólogos começaram a desenterrar fileiras de figuras de terracota que haviam sido cuidadosamente colocadas em câmaras subterrâneas cobertas, durante o reinado de quinze anos desse soberano (de 156 a 141 a.C.).

    As noventa efígies de homens e mulheres resgatadas ali têm menos de um terço da altura do vasto exercito de soldados de argila em tamanho natural que Chi Huang-di reuniu em torno de seu tumulo em 210 a.C. Além disso, os pequenos companheiros de além-túmulo do imperador Jing estavam enterrados nus e sem braços. Fragmentos de seda e de tecido de cânhamo descobertos no solo, contudo, indicam que eles originalmente estavam vestidos. As vestimentas assim como os braços, confeccionados com alguns material perecível, se decompuseram no decorrer de 2100 anos que as estatuetas permaneceram sob o solo.
 


   Produzidos em moldes divididos em quatro partes, os companheiros do imperador Jing apresentam apenas quinze expressões faciais diferentes, enquanto o exercito do imperador Tsin exibe múltiplas atitudes, semblantes e penteados. Pelas descobertas já feitas, não havia muitos militares no cortejo do imperador Jing, e parece que estes atuavam basicamente na retaguarda – mas não se pode saber se há tropas regulares nas sepultares ainda inexploradas. Em uma das dez sepulturas exploradas, destacamentos marcham atrás de carruagens, mas os cereais espalhados à volta deles sugerem um papel, não tão heróico, de guardiães do celeiro. Em outro fosso, animais e utensílios para o preparo de alimentos evocam uma cozinha.

 
    Em uma das dez sepulturas exploradas, destacamentos marcham atrás de carruagens, mas os cereais espalhados à volta deles sugerem um papel, não tão heróico, de guardiães do celeiro. Em outro fosso, animais e utensílios para o preparo de alimentos evocam uma cozinha.

    Tais atividades aparentemente pacificas sugerem uma sociedade de comportamento menos guerreiro que a do Primeiro Imperador. No entanto, em 1972, de um imenso cemitério de trabalhadores, oferece um claro testemunho de uma sociedade opressora, na qual milhares de indivíduos eram forçados a trabalhar para a glória póstuma do imperador Jing.

    A tarefa dos arqueólogos de interpretar as figuras de terracota foi dificultada pelos estragos feitos pelos salteadores e pela deterioração causada pelo próprio tempo; uma confusão de partes de corpos quebrados se espalha em diversas covas, sob tetos ruídos. Um museu que será construído no local exibirá as figuras pacientemente reconstituídas, ao lado daquelas que escaparam à destruição.



    Recrutados especialmente para a tarefa e supervisionados por especialistas do Instituto de Arqueologia de Shaanxi, restauradores locais reconstituem laboriosamente soldados despedaçados do séqüito funerário do imperador Jing. O homem que une uma cabeça a seu torço chefia a equipe.