| Panda,
nome comum que se aplica a duas espécies:
o panda-pequeno, também chamado panda-vermelho,
e o urso-panda-gigante. O panda-menor é
de tamanho semelhante ao de um gato grande.
Tem a pelagem castanho-avermelhada, com
a parte frontal das orelhas, as faces e
o focinho brancos. A cauda é longa
e exibe um desenho de listras vermelhas
e amarelas.
O urso-panda-gigante é um animal
grande, parecido com um urso, com pelagem
longa, branca, densa e de aspecto lanoso;
as patas, os ombros, as orelhas e a área
dos olhos são negras. É uma
espécie considerada ameaçada.
Embora sejam geralmente incluídos
na família dos raccoons, alguns zoólogos
acreditam que as duas espécies de
panda não são aparentadas
e que o panda-gigante pertence de fato à
família dos ursos.
|
|
|
Urso Panda

| Conheça
este típico urso Chinês,
o carismático Urso
Panda |
|
| |
|
| |
Classificação
Científica: o panda-vermelho
recebe o nome científico de Ailurus
fulgens e o urso-panda-gigante é
Ailuropoda melanoleuca da ordem
dos Carnivora (Carnívoros)
e da família Ursidae (Ursos). |
Panda-Gigante
Seu nome científico é Ailuropoda
melanoleuca da ordem dos Carnivora (Carnívoros)
e da família Ursidae (Ursos). O panda-gigante
é um hóspede muito raro nos zoológicos
do mundo. Dos poucos exemplares em exposição,
alguns morrem, outros se recusam a acasalar, e
os que acasalam não tem muita sorte com
a cria, que acaba morrendo. A fêmea Chi-chi
do Zoológico de Londres ficou famosa por
se ter recusado a "casar" com o macho
An-An, do Zoológico de Moscou. Chi-chi
morreu com a "avançada" idade
de 15 anos, sem jamais ter sido mãe. Nos
zoológicos da China, terra natal dos pandas-gigantes,
a reprodução em cativeiro é
mais bem-sucedida. Ali vivem algumas dezenas desses
animais; ocasionalmente, o governo chinês
ofereceu um ou dois exemplares a um chefe do governo
do Ocidente. O panda-gigante é o símbulo
da WWF (World Wildlife Fund - Fundo Mundial para
a Vida Selvagem), uma das mais ativas e importantes
associações protetora dos animais.
A escolha não foi apenas motivada pela
ameaça de extinção que paira
sobre o panda-gigante, mas pela simpatia que esse
bicho inspira. O aspécto de bichinho de
pelúcia e o jeito desengonçado de
se movimentar fazem do panda-gigante o favorito
dos zoológicos.

O panda-gigante vive em planaltos
e vales a altitudes entre 2.500 e 4.000 metros,
de clima frio e nublado. As touceiras de bambu
oferecem-lhe alimento e proteção.
Um inimigo natural do panda-gigante é o
cão vermelho, um cão selvagem. Diz
uma lenda que, quando perseguido, o panda-gigante
cobre os olhos com as patas anteriores, enrola-se
como uma bola e, como uma bola, rola por declives.

O panda-gigante habitava um
extenso território do Sudeste Asiático,
juntamente com o estegodonte, um animal semelhante
ao elefante, o orangutango e o tapir. Há
cerca de 100.000 anos dividida também seu
território com os mamutes, extintos na
última era glacial. Hoje sua área
de difusão é bastante restrita.

O panda-gigante é
um animal essencialmente vegetariano. Alimenta-se
sobretudo de caules, folhas e brotos de
bambu e, na falta destes, de folhas, raízes,
tubérculos, frutos e flores de vegetais
variados.
Como é um animal de porte razoável
(pode pesar mais de 150 kilos), e o valor
nutritivo do bambu é relativamente
baixo, o panda-gigante precisa comer de
15 a 20 kilos desse vegetal por dia. |
|
 |
O panda-gigante vive sozinho, exceto na época
do acasalamento. Quando não está
comendo (e às vezes come durante 12 horas
por dia) ou abrigado em ocos de árvores
ou fendas de rochas, deita-se num galho para dormir
ou tomar sol.
De vez em quando, o panda-gigante come pequenos
animais. Uma de suas vítimas é o
rato-do-bambu.
Embora lento e desajeitado em terra, o panda-gigante
é um ágil trepador. Para escapar
de seus inimigos naturais, procura sempre refúgio
nas árvores. Com o cão-vermelho,
esse recurso funciona. Mas quando o predador é
o leopardo, outro excelente trepador, tem poucas
chances de escapar.

O panda-gigante tem uma espécie
de sexto dedo, formado pelo crescimento de um
dos ossos da mão. Como esse "dedo''
se opõe aos demais, acaba assumindo a função
de polegar, e permite ao animal segurar e manipular
com certa destreza as varas de bambu.
O panda-gigante banha-se freqüentemente nas
lagoas e riachos de montanha. Bom nadador, às
vezes aproveita a oportunidade para revelar outro
de seus talentos: o de pescador. Se a fome aperta,
não hesita em comer um peixe.
| Segundo
informações obtidas nos zoológicos
chineses, onde ocorreram alguns cruzamentos,
o panda-gigante acasala na primavera. No
inverno, a fêmea dá à
luz um ou dois filhotes, num oco de árvore;
os filhotes permanecem com a mãe
até os 3 anos.
O panda-gigante é conhecido por sua
disposição para brincar, e
pela variedade de movimentos e posições
engraçadas, como o hábito
de plantar bananeira ou caminhar de cabeça
para baixo, apoiado sobre as mãos. |
|
 |
Ao nascer, o panda-gigante é cego e surdo.
Tem apenas 10 centímetros de comprimento
e pesa de 100 a 150 gramas.
Vinte dias depois, pesa 500 gramas. A pelagem
é curta, mas já tem coloração
da pelagem dos adultos.

Aos 3 meses, os pêlos
tornam-se longos. O filhote ainda passa quase
o dia inteiro dormindo.
Aos sete meses, é esperto e brincalhão.
Pesa entre 15 a 20 kg, e alimenta-se sobretudo
de bambu.
Adaptado por Diego Longhi
-
diego@chinaonline.com.br
VOLTAR
|