| Bordar é uma das principais
artes femininas da China. Tanto para a nacionalidade
Han da Planície Central como para as
minorias nacionais das regiões distantes,
os bordados são usados para embelezar
a vida e adornar os vestidos. Agora não
somente se borda à mão mas também
à máquina.
No primeiro empregam-se várias dezenas
de pontos diferentes, para criar efeitos
artísticos diversos, como a sensação
de realidade, brilho, matiz tonal e impressão
de volume e espaço. Na China existem
quatro centros de bordados com estilos distintos
? Suzhou, Guangdong, Hunan e Sichuan.
Costura é uma ramificação
do bordado, que inclui crochê e bordados
em relevo, entre outros. Os materiais e
métodos são, no entanto, diferentes.
As cidades Chaozhou e Shantou de Guangdong,
Yantai de Shandong, Changshu de Jiangsu,
são conhecidos centros desta arte
no nosso país. Os seus produtos usam-se
como toalhas de mesa, sobrecéus,
fronhas de travesseiro e coberturas para
sofás e cortinas. Como são
de grande valor prático, manufaturam-se
e vendem-se em grande quantidade, sendo
um dos principais produtos artesanais da
exportação chinesa.
Tapetes são tecidos à mão
com fios de lã, em urdume de fio
de algodão. Os tapetes chineses caracterizam-se
pela sua espessura, macieza e estilo particular
da arte oriental. Os tapetes decorativos
são ricos em temas de desenhos e
são inspirados em personagens, construções,
paisagens, pássaros e animais, e
também cenas de contos mitológicos.
Os tapetes originais de Beijing, Tianjin,
Shaanxi, Xinjiang e Tibete são muito
procurados nos mercados nacional e internacional.
Os tapetes de Xinjiang e Tibete, onde se
concentram as minorias nacionais, possuem
estilos próprios.

Objetos entrançados, a parte de
entrançar nasceu antes da cerâmica.
Pelos vestígios dos objetos de cerâmica
desenterrados no local da "Cultura
de Yangshao", situado em Banpo, em
Si´an, pode concluir-se que naquele
tempo já existiam objetos entrançados,
com a forma do caracter chinês "ren"
(pessoa).
A esteira colorida desenterrada nas ruínas
do Reinado Chu, pertencente ao período
dos Reinos Combatentes, embora incompleta,
deixa ainda perceber claramente a sua estrutura
muito complicada.
O vasto território chinês,
abastece de grande variedade de matérias
primas esta atividade artesanal. No sul
abundam o bambu, rotim e palmeira, e no
norte, palha de trigo, ramos de salgueiro,
e outros. Nos meios rurais chineses, os
camponeses, aproveitam os materiais locais
para confeccionar instrumentos de produção,
objetos de uso cotidiano, sapatos, chapéus,
vasos e brinquedos. Atualmente, a China
conta quinhentas empresas principais e um
contingente superior a um milhão
de artesãos que se dedicam, como
ocupação auxiliar, à
elaboração de objetos entrançados.
Segundo estatísticas, os artigos
de artesanato chineses ocupam 30% do volume
total dos vendidos nos mercados mundiais.
Alguns deles, de alta qualidade, utilidade
prática e decorativos, são
bem acolhidos pelos consumidores tanto chineses
como estrangeiros.

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